Vamos apimentar um pouco esta conversa?




Se tem uma coisa que faz toda a diferença na arte da culinária são os temperos! Mas a pimenta amendronta um pouco quem se aventura na cozinha. Forte, ardida e de muita proeminência nas comidas. Mas nem só de ardor e picancia vive o ingrediente. Quer aprender um pouco sobre elas? São diversos tipos, cada um com seu benefício. E depois que você entrar na brincadeira, vai gostar e não vai querer mais sair. Você também não é fã de pimentas? Pois saiba que não precisa excluí-las totalmente do seu cardápio! Algumas são mais aromáticas que picantes, o que te permitem usar como temperos sem medo de sentir a ardência característica na boca. Listei algumas das minha preferidas... Já que são muitos os tipos.

PIMENTA JALAPEÑO: com sabor característico e originária do México, a pimenta japaleño é utilizada na culinária em diversos locais do mundo e pode ser encontrada in natura em alguns locais por aqui. Ela é colhida ainda verde e pode ser utilizada em recheios, molhos, receitas com carne ou cruas. Se estiver fresca, é possível adicioná-la à saladas, principalmente as que tiverem tomate, já que a combinação entre os ingredientes tem sabor único. Aqui a ordem é pegar leve, porque a picancia pode tirar o sabor.

PIMENTA DEDO-DE-MOÇA: de origem brasileira, esta pimenta tem sabor e aroma mais suaves se comparada com outros tipos e é a queridinha no Brasil. Seu consumo e uso podem ser feitos de diversas formas, desde molhos ou até mesmo em sobremesas. Pode ser encontrada na forma de molho, moída, desidratada, em conserva e natural. A sua ardência é média, podendo ficar mais suave se as sementes forem retiradas, e esta é a principal dica para o uso. É muito usada no preparo de molhos, no feijão, e combina bem com carnes, peixes mais gordurosos e até mesmo em sobremesas. Sabia que a pimenta Calabresa nada mais é que a pimenta dedo-de-moça desidratada, junto com suas sementes?

PIMENTA CUMARI: Pequena, arredondada e de coloração vermelha quando madura, essa pimenta entra para a lista das mais ardidas. Caracterizada por ser muito picante, seu sabor tem um tom amargo no final, não sendo aconselhada para o preparo de molhos. É muito usada para temperar pratos do dia-dia, como arroz ou feijão, garantindo um sabor diferenciado e só deve ser usada por quem realmente ama a picancia e ardência do ingrediente.

PIMENTA MALAGUETA: Uma das pimentas mais populares, a malagueta é conhecida pela seu formato alongado e coloração vermelha forte. É extremamente ardida, mas seu uso, quando moderado, garante um sabor singular ao prato, já que também é bem aromática. Reconhecida em muitos pratos brasileiros que levam picancia como o vatapá, tucupi e a moqueca, mas deve ser usada com moderação.

PIMENTA-DO-REINO: Queridinha da culinária mundial, a pimenta-do-reino é muito usada no preparo de receitas salgadas. Tanto a preta quanto a branca e a vermelha são ótimas para aromatizar seu prato. Mas se você não gosta mesmo de pimenta, não adicione muito: apesar de ser bem suave, ainda tem um pouco da ardência. Sua ardência é mediana e pode ser usada em muitas receitas, realçando o sabor dos ingredientes do dia a dia. Minha dica é simplesmente combinar com tudo!

PUXURI: Simplesmente um presente da natureza! Junta um sabor único de especiarias como cravo, canela e anis. É nossa, é da Amazônia, conhecida por lá como “cheiro de anjo. Um dica de ouro é substituir no uso de especiarias como a noz-moscada. Pode ser usada também para temperar carnes intensas e ricas em gordura como o cordeiro e o porco. Como especiaria entra também em sobremesas.

PIMENTA-ROSA: Tenho uma paixão especial por ser uma Panc, originária do Brasil. O fruto da Aroeira não possui picancia, tem um sabor suave e muito perfume. Pode ser usada em diversas receitas, mas vale não pesar na mão, já que seu sabor pode tomar conta do prato. Linda em sua tonalidade, da personalidade e enfeita os pratos. Em dosagem pequena podemos combinar com diversas tipos de ingredientes passando por carnes, legumes e pratos doces.

PIMENTA-DE-CHEIRO - É típica da culinária do nordeste, é uma pimenta
baiana e seu grau de ardência varia como a forma que a pimenta foi armazenada e seu tipo, quais condimentos usados e quanto tempo ficou guardada. É super aromática e é muito utilizada no preparo de peixes.






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