Comida de Verdade – Bate-papo com a Nutri



O que é comida de verdade para você? Em uma live no insta do @amodabrasilgastronomia,  realizada com a nutricionista Thais Yanai, ela contou um pouco sobre a visão de comida de verdade na nutrição e deu dicas para tornar a sua nutrição mais real no dia a dia. Acompanha por aqui os melhores momentos e anote as dicas!




“Comer de tudo um pouco para comer de tudo sempre”

Esse é o lema que está descrito no insta da @thais.yanai.nutri . E aqui a nutri conta que o “pouco de tudo” não se trata só de quantidade, mas sim de diversidade. A lei não é aplicar uma dieta restritiva, e sim comer de tudo tendo consciência e equilíbrio. Toda refeição conta uma história sobre as escolhas que fizemos e sobre a história dos ingredientes que estão em nosso prato”, explica.




Comida de mentira, seria ela de plástico?

Comida de mentira é realmente aquelas de plástico, os brinquedos que damos para nossos filhos, brinca. Não opinião da nutri, não existe comida de mentira, não podemos também descartar completamente a importância dos industrializados. Entretanto, conhecimento é poder! Quanto mais soubermos identificar a comida de verdade, melhores escolhas faremos.  Aqui vale sempre a máxima: “Descascar mais, desembalar menos”. “Comida industrializada não é de mentira. Existem alimentos industrializados que são bons, mas não podemos permitir que só a indústria faça parte da nossa mesa”, resume. Mais uma vez aqui o que vale é equilíbrio e consciência das nossas escolhas.

Mas então, afinal o que é Comida de Verdade?

São as comidas que compramos na feira, que estragam na geladeira, na fruteira. Lanches que não foram comprados prontos e não tem rótulos. “Basicamente a comida que está disponível na feira”, afirma.  São os produtos originais, in natura ou minimamente processados, ou processados com técnicas que podemos fazer em casa e que não levam ingredientes industriais.


Tá bem, e qual a diferença de minimamente processados, processados e ultraprocessados?

O Guia Alimentar para a População Brasileira lançado 2014 pelo Ministério da Saúde explica bem esta diferença. Divide em 4 categorias:

In natura e minimamente processados. São alimentos que praticamente não sofreram nenhum processo de manipulação, alimentos in natura, grãos polidos e moídos ou partes de proteína animal porcionadas.

2ª Produtos extraídos do in natura e que são usados para temperar ou processar os alimentos da primeira categoria. Entram aqui gorduras, azeites, vinagres, açúcar, sal. Aqui moram os processados.

3ª Produtos que surgem da junção da primeira com a segunda categoria. Aqui entram legumes em conserva, frutas em calda, queijos, pães, massas. Aqui vale o alerta, preparadas artesanalmente e sem ouras aditivos utilizados pela indústria. Aqui moram os processados.

4ª Produtos em que a fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento de vários ingredientes. Muitos deles de uso exclusivamente industrial. Aqui moram os ultraprocessados.  

Então como podemos escolher uma alimentação melhor diante de tantos ultraprocessados?

Voltamos ao “conhecimento é poder”. A dica da Thais é saber ler os rótulos, não aqueles que estão na frente e sim a lista dos ingredientes. Os produtos perfeitos vem das feiras para casa. “Se for orgânico então, seria mais que ideal”, reflete. Mas assim como a nutri não prega dietas restritivas, também vale a máxima de que devemos fazer o melhor possível dentro do que temos a nossa disposição e conseguirmos. A hora de optar pelos industrializados precisamos ter consciência do que estamos adquirindo. Aqui, saber ler a lista dos ingredientes é essencial, eles estão descritos em ordem decrescente de quantidade. Se a lista começa com açúcar, por exemplo, ou gordura hidrogenada, para e pense! Outra questão estão nos aditivos da indústria, que fazem a durabilidade daquele duram muito mais na gôndola. “Tem dietas que as pessoas optam pelo pão com menos gordura, carboidrato, mas se você analisar a quantidade de aditivos químicos que você está consumindo, vale a pena? Outra dica, não levar em consideração apenas light e diet. Muitos produtos zero açúcar, realmente não tem açúcar na composição, mas utilizam por exemplo, maltodextrina no lugar, que é um carboidrato”, explica.  Quando o comportamento do consumidor muda, a indústria vai mudando e se adaptando mais às necessidades da população.

E o Glúten é um grande vilão das dietas?

Aqui, de novo, a palavra de ordem é equilíbrio. “Não existe alimento proibido e alimento liberado”, ressalva. Excesso ou falta de alguma coisa pode causar danos. Consumir glúten ou carboidrato em excesso não cai bem. Pensar o que estou consumindo e dosar as quantidades é a melhor forma. Nesse quesito não existe nem herói, nem vilão. Quanto maior a diversidade, melhor.



Mas afinal, onde está o segredo da alimentação aliada a boa forma?

“Temos que saber que nosso corpo não é programado para emagrecer ou engordar e sim manter a forma, por isso dietas que buscam perdas de peso além do formação corporal de cada um não funcionam”, define. Comer está além do garfo. Tem a ver com equilíbrio, pensamentos e sentimentos. Quem está no comendo da nossa vida? O que nós queremos para nossa vida? “O pessoal diz que ama comer, só que come correndo. Não prioriza a alimentação. Não senta para comer”, reflete. Segundo Thaís, nosso jeito de comer é reflexo de como está a sua vida interior, ao que estamos priorizando. Para comer bem é preciso ter planejamento e estratégia. Precisamos fazer uma lista de atividades, ter tempo para pensar no que vamos comer. “O cérebro depende de energia para pensar, se for pensar só na hora de comer ele vai estar sem energia e vai sentir necessidade de algo que a supra muito rapidamente, neste caso os carboidratos simples. Aqueles que conseguimos facilmente nos aplicativos de comida”, explica.  A dica da nutri é sempre ter uma estratégia para momentos de crise. “Faça uma lista de aplicativos de restaurantes mais saudáveis, tenha lanches fáceis à sua disposição”, ensina. Quem tem rotina corrida tem que ter planejamento de compras, encaixar a sua alimentação na sua vida, questão de se priorizar. Precisamos de pelo menos 20 minutos para comer, pensar sobre o alimento que estamos consumindo. Assim como você precisa fazer outras coisas por você, meditar, ler um livro, etc.

Mas nutri, isso quer dizer que nunca mais vou comer aquele hambúrguer?

Ai também entra a estratégia. Não consuma isso no seu dia a dia, sem pensar! Faça dele um momento especial quando você estiver com vontade e dispense um tempo específico para esta atividade. Nesse momento também vale o comer com consciência.




E essa tal história de mindset eating?

“Ou vivemos no passado lamentando, ou vivemos no futuro, o que vamos fazer amanhã. Mindful significa viver com atenção plena ao presente, ao momento. Mindful eating leva isso para o momento da refeição, é comer com consciência. Isto é: comer com intenção e atenção. É estar presente, ter atenção, estar plenamente consciente do que está acontecendo dentro e fora de si mesmo – em seu corpo, mente e fora de si mesmo, no seu ambiente”, define. As dicas da nutri são: 1- Se comer é um prazer, porque você faz isso rápido. Dispor o tempo que a refeição merece, 20 minutos no mínimo. 2 - Respirações conscientes durante a refeição, descansar os talheres no prato entre as garfadas, pensar no que está comendo. 3 - Montar pratos bonitos, que agradem aos olhos. 4- Sentir aromas, sabores, pensar de onde os alimentos vieram e como foram produzidos. 5 - Se conectar ao seu corpo. 6 - Prestar atenção na saciedade e na satisfação. 7 - Fazer escolhas de modo consciente. 8 - Entender o que os alimentos fazem no seu organismo. 

Thais Yanai é nutricionista, fala sobre nutrição, saúde e bem-estar através de seu perfil no instagram: @thais.yanai.nutri . Você também pode entrar em contato com ela pelo (11) 99823-9132 ou pelo thaisyanai.nutri@gmail.com

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